Postado por Marcos Narciso em 19 - abril - 2011

Olá caros leitores,

Esse artigo é resultado de discussões feitas em sala durante a matéria de mestrado Metodologia da Pesquisa, pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (PEI-UFBA).

Portanto os autores são: Jefferson Alves, Marcos Narciso, Raony Fontes, Reiner Requião e Valdir Leanderson.

Falar sobre aquecimento global é uma viagem na história do planeta. O planeta sempre passou por períodos de aquecimento, intercalado pelos conhecidos períodos glaciais, formando um ciclo. Essa característica cíclica, apoiada por diversas comprovações cientificas é a base para uma grande parte da comunidade científica rebater a teoria midiática, que é culpa do homem, e de suas atividades que emitem CO2 que acumulado na atmosfera, causa o efeito estufa e por consequência o aumento das temperaturas.

A teoria de que o homem é o culpado é sustentada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change), órgão criado pelas organizações mundiais, Organization Meteorológic Mundial (OMM) e do United Nations Environment Programme (UNEP), formado por cientistas indicados pelos países e com muita credibilidade na área de mudanças climáticas, em torno de 2500, elaborando relatórios que atualmente, norteiam decisões políticas globais. Esse painel junto com ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, fizeram um documentário digno de Oscar (e sim, ele ganhou um) e simplesmente, passa o problema de forma extrema e totalmente apocalíptica. O documentário (está abaixo) consegue colocar que o aquecimento global é um problema moral passando portanto para a esfera política. Apesar de concordarmos que é bom para o planeta a reciclagem, menos poluição, consumo consciente, economia de água, entre outros, mas até onde podemos culpar o CO2 pelo efeito estufa?

As previsões do IPCC são consideradas as melhores disponíveis. No entanto, as mesmas são o centro de uma grande controvérsia científica. Para começar o IPCC assume que é necessário melhores modelos analíticos e melhor compreensão científica dos fenômenos climáticos, não podendo desprezar a existência de incertezas no campo. Críticos dizem que os dados usados não são suficientes para avaliar a verdadeira importância dos gases causadores do efeito estufa, pois a sensibilidade do clima aos gases estufa estaria sendo sobrestimada enquanto fatores externos subestimados. Acrescentando, temos que, para os cenários usados para as previsões do IPCC não são assumidas as probabilidades, o que leva a resultados distorcidos. Críticos apontam que os cenários que predizem os maiores impactos teriam mesmo a chance de se afirmar por ir de encontro com as bases do racionalismo econômico. E como acréscimo, os relatórios emitidos, além de passar por uma revisão da comunidade cientifica mundial, passa por uma revisão final, onde o texto é aprovado por governantes, o que levanta o questionamento, aprovação é política ou científica?

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